segunda-feira, 5 de agosto de 2013

CAMPO FORMOSO - Campo minado com troca de acusações na politica


O atual prefeito de Campo Formoso, município situado a 338 quilômetros de Salvador, o presidente da Câmara de Vereadores Elmo Nascimento (PR), está sendo acusado de utilizar dinheiro público para pagar contas de água e luz de uma propriedade privada, além de ter decretado estado de emergência no município sem embasamento legal. Ele nega as denúncias.
As acusações são do vice- prefeito Eurico Soares (PSD), que assumiu a prefeitura, mas foi afastado do cargo por uma liminar em vigor desde o dia 11 de junho, por abuso de poder e utilização indevida dos meios de comunicação para auto-promoção. Soares foi vice na chapa encabeçada pelo deputado Adolfo Menezes (PSD) que desistiu de assumir a prefeitura após vencer a eleição, por estar sendo processado pelas mesmas acusações feitas ao seu vice.
Segundo Soares, as contas são do prédio onde funciona a sede do Partido da República (PR), e que pertence ao pai do vereador Elmo Nascimento. De acordo com o acusador, as contas estariam sendo pagas com a verba destinada à educação.
Documentos - Ele também rebate as justificativas apresentadas pelo atual gestor para decretar estado de emergência em Campo Formoso. "Nascimento alega que não encontrou na prefeitura os documentos necessários para dar continuidade ao trabalho (na prefeitura), mas os documentos a que ele se refere são de responsabilidade minha entregar ao Tribunal de Contas do Município até 15 de agosto".
Ainda de acordo com as denúncias, um Boletim de Ocorrência  foi registrado no dia 18 de julho contra dois funcionários públicos, Michel Godinho dos Santos e Carolina Rodrigues Feitosa, que teriam invadido o Hotel JBS, propriedade de Eurico Soares, e furtado uma máquina fotográfica e um pen drive na tentativa de ter acesso aos documentos reivindicados pelo atual gestor da prefeitura.
A respeito do episódio, Carolina Rodrigues Feitosa, assessora jurídica da procuradoria municipal, teria sido agredida pelo vice-prefeito e impedida de sair do local. Soares nega a versão e diz que ele e nenhum de seus funcionários ou hóspedes impediu a saída da assessora do hotel.
Nascimento nega as acusações e diz que o prédio não está funcionando como sede do PR, e o que tem sido cobrado é uma taxa mínima de energia que não está sendo paga com o dinheiro do município.
Também esclarece que o decreto de emergência no município foi assinado para evitar possíveis danos à população por conta dos documentos e equipamentos em falta na prefeitura. "Nenhum contrato foi cancelado. Os maiores, como os de transporte escolar, merendas e limpeza pública continuam em vigência. Nenhum novo contrato foi feito em cima desse decreto", afirma Nascimento. Sobre a invasão dos funcionários públicos ao hotel, o atual gestor prefere não se posicionar. "Quem deve comentar o fato são os próprios envolvidos", diz.

Nenhum comentário:

Postar um comentário